Um exercício de imaginação publicado pelo Whiplash.Net imagina como seria a participação de grandes lendas do rock e do metal em cargos políticos brasileiros. Nomes como Bruce Dickinson, James Hetfield e Lemmy Kilmister ganharam propostas e pastas fictícias em meio ao pleito real.
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Enquanto o país acompanha a movimentação das eleições e o acúmulo de material de campanha nas ruas, um exercício criativo publicado no meio especializado Whiplash.Net resolveu imaginar um cenário totalmente diferente para as urnas. A proposta brinca com a ideia de como seria se grandes ícones da história do heavy metal e do rock mundial decidissem disputar cargos públicos no Brasil, distribuindo propostas inusitadas e cargos compatíveis com as personas artísticas de cada músico. Para o cargo mais alto do Poder Executivo, o candidato ideal apontado pela brincadeira seria Bruce Dickinson, o icônico vocalista do Iron Maiden. Conhecido tanto por sua potente voz quanto por sua habilidade como piloto comercial — tendo inclusive comandado o famoso Boeing 757 Ed Force One durante a turnê mundial 'Somewhere Back in Time' em 2008 —, Dickinson certamente traria para o centro do debate uma ampla reforma na aviação regional. Além da aviação, o currículo do cantor inclui formação em história, experiência como esgrimista e a posição de mestre cervejeiro da marca Trooper, credenciais que poderiam influenciar pastas como a da Educação. Para completar a chapa presidencial fictícia, a mascote Eddie assumiria o posto de vice-presidente. Descendo para o âmbito dos governos estaduais, a administração de um estado ficaria sob a responsabilidade de James Hetfield, frontman do Metallica. Conhecido por sua paixão fervorosa por carros customizados e antigas máquinas de quatro rodas, o músico implementaria um plano focado em oficinas estaduais e melhorias urgentes no recapeamento de rodovias. A única ressalva estratégica ficaria por conta da trilha sonora de campanha: usar o clássico 'Master of Puppets' como jingle poderia ser arriscado, dando margem para opositores rotularem a gestão de manipuladora. No Poder Legislativo, a disputa por uma cadeira no Senado traria um entrave burocrático e jurídico intransponível para Lemmy Kilmister. O lendario fundador e líder do Motörhead faleceu em dezembro de 2015, o que impediria o registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral. Apesar disso, a plataforma política do roqueiro já estaria desenhada, tendo como principal bandeira a aprovação de uma lei federal que estabelecesse um patamar de volume mínimo obrigatório para apresentações ao vivo, em clara referência ao aclamado álbum ao vivo 'Everything Louder Than Everyone Else'. Representando o peso do thrash metal na Câmara dos Deputados, Dave Mustaine, líder do Megadeth, adotaria o questionamento clássico de seu repertório 'Peace Sells... but Who's Buying?' como o grande lema de sua campanha legislativa para conquistar os eleitores na câmara baixa. Já para a Assembleia Legislativa estadual, o escolhido seria Rob Halford, vocalista do Judas Priest. Mantendo a tradição dos palcos, o 'Metal God' faria sua entrada triunfal no plenário pilotando uma motocicleta, além de defender a adoção oficial de roupas de couro e tachas como o traje padrão para os parlamentares da Casa. Contudo, a equipe de marketing político certamente teria de trabalhar duro para vetar o slogan mais óbvio derivado da discografia da banda, já que o uso do hino 'Breaking the Law' dificilmente passaria sem restrições pelo crivo dos marqueteiros. Enquanto a brincadeira serve para relaxar o clima político com bom humor e clássicos do rock, na realidade o processo de escolha continua estritamente nas mãos dos cidadãos, com o voto mantido como obrigatório para a faixa etária entre 18 e 70 anos, e facultativo tanto para os jovens de 16 e 17 anos quanto para os eleitores que já ultrapassaram os 70 anos de idade.
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