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Roger Waters revela o que mudaria em The Dark Side of the Moon com a tecnologia atual| Rádio RockBack FM

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Roger Waters revela o que mudaria em The Dark Side of the Moon com a tecnologia atual| Rádio RockBack FM

O músico Roger Waters comentou em entrevista como o Pink Floyd utilizou métodos artesanais e equipamentos antigos para gravar o clássico álbum de 1973. Questionado sobre a tecnologia do século XXI, o artista afirmou que praticamente nada seria alterado na essência do trabalho.

Roger Waters revela o que mudaria em The Dark Side of the Moon com a tecnologia atual

A criação de um dos maiores marcos da história do rock exigiu soluções criativas e muita paciência de seus integrantes. Em 1973, dar vida a The Dark Side of the Moon representou um desafio técnico considerável para o Pink Floyd, principalmente devido às limitações dos equipamentos disponíveis naquele período. Décadas mais tarde, em junho de 2003, o baixista e vocalista Roger Waters foi questionado pela revista Uncut sobre como seria conceber aquele mesmo repertório utilizando a tecnologia avançada do século XXI. De forma surpreendente e direta, o músico respondeu que praticamente não alteraria absolutamente nada no resultado final.

Durante a entrevista sobre os bastidores da obra, o entrevistador apontou que os recursos contemporâneos certamente teriam agilizado o processo, em especial na fabricação dos efeitos sonoros característicos. Waters concordou com a observação e utilizou a faixa Money para detalhar a maneira artesanal como o grupo precisava executar suas ideias. O artista recordou que todo o laboratório de som dependia de máquinas antigas, lembrando que o famoso loop com as caixas registradoras foi confeccionado por ele em sua própria residência.

Roger Waters revela o que mudaria em The Dark Side of the Moon com a tecnologia atual

Para chegar àquele resultado, o músico utilizou um gravador Revox A77 combinado com pedaços de fita de um quarto de polegada. Waters montou um circuito de fita com cerca de 1,2 metro de comprimento e transportou o material até os estúdios da EMI, solicitando que a gravação fosse transferida para uma das pistas do sistema multicanal. O ex-integrante do Pink Floyd destacou que operações dessa natureza poderiam ser realizadas de maneira extremamente rápida nos dias de hoje, mas lembrou que, na época da produção, os delays digitais longos simplesmente não existiam, obrigando a equipe a trabalhar com truques feitos por meio de fita magnética.

A inventividade da banda também marcou a introdução de Money através do uso de utensílios domésticos comuns. O músico revelou que jogou moedas dentro de uma tigela de cerâmica produzida por sua então esposa para simular parte do efeito sonoro desejado, enquanto o som das caixas registradoras veio de um disco especializado em efeitos, posteriormente integrado à montagem.

Outro momento curioso citado por Roger Waters envolveu a sonoridade da faixa On the Run, especificamente a captura dos passos que aparecem na música. Conforme explicou, a gravação ocorreu dentro de um túnel subterrâneo localizado entre o Museu de História Natural de Londres e a estação de metrô de South Kensington. Enquanto tais elementos podem ser obtidos atualmente em questão de segundos através de bibliotecas digitais, a produção exigia capturas externas e um trabalho artesanal bastante complexo.

Ainda que reconhecesse que as ferramentas modernas teriam poupado tempo e esforço à banda, o compositor manteve a convicção de que o álbum não ganharia uma roupagem substancialmente diferente. Para ele, as ideias musicais fundamentais permaneceriam exatamente as mesmas, com a única diferença de que a execução técnica de todo o projeto seria muito mais simples na atualidade.

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